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Estudantes da Houston Sudbury School inventaram um jogo envolvendo uma bola, uma espada de madeira, um segurança e repórteres.

 

Sudbury: Autonomia em Comunidade

Um membro de equipe de longa data explica a abordagem Sudbury da Educação Autodirigida

 

por Bruce L. Smith, ex-professor que tem trabalhado em escolas Sudbury desde 1997. É o Presidente do Friends of Sudbury Schooling (“Amigos das Escolas Sudbury”), também escreve em blogs e no Twitter sobre a Educação Sudbury.

 

7 de dezembro, 2016

 

Disponível em: https://www.self-directed.org/tp/sudbury-autonomy-in-community/

 

Traduzido por Luís Gustavo Guadalupe Silveira

 

 

Quem pesquisa apenas em sites e mídias sociais pode pensar que toda escola, todo centro de aprendizagem, creche, unschooler, homeschooler e consultor educacional são firmes defensores da aprendizagem centrada na criança. Mesmo as escolas mais convencionais, aparentemente, dizem empoderar os jovens frente aos desafios emergentes da Era da Informação, Era Digital, Era Pós-industrial ou qualquer outro nome que se queira dar à Era atual.

 

Felizmente, a verdadeira Educação Autodirigida está crescendo. Cada vez mais pessoas estão conhecendo o poder e a flexibilidade de se deixar os jovens aprenderem da maneira como nossa espécie evoluiu fazendo: confiando em sua curiosidade inata e em seu impulso de explorar e se envolver de maneira significativa com o mundo. Além disso, dentro do mundo da Educação Autodirigida há uma grande variedade de abordagens. O que faz sentido, de fato, pois a autodireção envolve uma diversidade de crenças e preferências individuais, mas também significa que você precisa ir mais a fundo para compreender o que autodireção em educação quer dizer.

 

Estive vinculado a escolas Sudbury desde os anos 1990 (essas escolas existem desde o final dos anos 1960), e eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para compartilhar um breve olhar sobre a Educação Autodirigida a partir da perspectiva Sudbury. Em resumo, o modelo Sudbury envolve uma aprendizagem autodirigida em ambientes com idades misturadas e que são geridos democraticamente. Nenhuma outra abordagem que eu tenha visto é mais livre de roteiros externos no que diz respeito a deixar os jovens decidirem como usar seu tempo, e eu não consigo imaginar outra proposta que dê a eles mais poder de decisão sobre o funcionamento do seu ambiente de aprendizagem. Em ambos os aspectos, o modelo Sudbury deposita fé na capacidade das pessoas, independente de suas idades.[1]

 

Honrar todos os interesses significa não valorizar algumas atividades em detrimento de outras, nem rejeitar atividades por considerá-las frívolas ou ruins (por exemplo, telas e eletrônicos), nem defender algumas como superiores (por exemplo, causas progressistas). Nas escolas Sudbury, a confiança de que os jovens irão encontrar seu próprio caminho – para discernir e construir seus próprios valores, sentidos e propósitos – é algo que se legitima apenas pelo valor de coexistência numa comunidade que respeita a autonomia de todo mundo.

 

Essa intercessão entre o pessoal e o social é de suma importância. Acredito que muitos aprendizes autodirigidos enfrentam o seguinte mal-entendido: muitas pessoas acreditam que liberdade é o mesmo que permissividade e deixar os jovens escolherem por conta própria significa negligenciar verdades, habilidades e valores importantes.

 

Na verdade, a realidade da interconectividade surge natural e abundantemente em ambientes que são, essencialmente, pequenas sociedades em que o bem-estar de todos está claramente ligado ao bem-estar de todos.

 

O valor do modelo Sudbury se origina dessa inter-relação entre autonomia e comunidade. Uma regra comum nas escolas Sudbury torna todos responsáveis pelo bem-estar geral, por meio de ações que contribuam para preservar uma atmosfera de liberdade, respeito, justiça, confiança e ordem. (Chega de falar desse individualismo desenfreado). Conhecemos pessoas de apenas quatro ou cinco anos de idade capazes de tomar decisões significativas e de arcar com as consequências – podemos dizer isso pois vimos acontecer incontáveis vezes ao longo das últimas cinco décadas.

 

Isso significa que não limitamos a participação na administração da escola (incluindo formular e fazer cumprir as regras, gastar o dinheiro da escola, contratar) contrariando a crença de que os jovens não podem ou não vão participar, ou a ideia de que os adultos é que vão tocar tudo no final das contas (então para quê manter a fachada de empoderamento?). Em vez disso, a Sudbury oferece aos jovens total participação em sua própria comunidade, um espaço em que podem experimentar e praticar profundamente ser quem eles realmente são como parte de algo maior que eles mesmos, de formas que não são sempre possíveis ou apropriadas em outros lugares.

 

Aprendizagem autodirigida em escolas autogovernadas que oferecem tanto um ambiente comunitário quanto total autonomia – esse pode ser outro jeito de expressar a essência das escolas Sudbury. Eu não teria a pretensão de dizer a ninguém qual é a melhor abordagem para ele ou ela, mas depois de tudo que vi, me sinto confiante em afirmar que a Sudbury oferece uma abordagem excepcionalmente benéfica de Educação Autodirigida.

 

NOTA

 

1 – Via de regra, as escolas Sudbury trabalham com crianças e jovens dos 4 aos 18 anos de idade. (NT)

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