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Os 5 estágios da Sudbury

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 (Imagem: arquivo Diablo Valley School)

 

Os 5 estágios da Sudbury

Ou, como eu aprendi a parar de me preocupar e a começar a amar a Diablo Valley School

 

por Jesper Jurcenoks

 

Disponível em: http://www.diablovalleyschool.org/five-stages-of-sudbury/

 

Tradução: Luís Gustavo Guadalupe Silveira

 

Você passa por cinco estágios quando começa a entender a Diablo Valley School.

 

1. Negação

 

No começo, descobrir as escolas Sudbury e a Diablo Valley School causa estas reações: “Isso é impossível.” “Não podem existir escolas administradas por estudantes com apenas cinco anos de idade.” “Isso nunca vai funcionar.” Eu mesma tinha só 11 anos em 1979 quando conheci uma criança no meu prédio que frequentava uma escola autodirigida. Mesmo hoje, milhões de anos depois, ainda me lembro da minha reação: isso é impossível! Na época, eu tinha acabado de entrar em uma “escola progressista” depois de ficar na lista de espera por anos. E eu não ousaria sequer pensar na hipótese de ir para essa outra escola que parecia ser tão legal. Eu basicamente reprimi a ideia. Quando meu pai me perguntou se eu queria ir pra essa escola, eu disse que não. O mal conhecido muitas vezes é mais confortável do que o desconhecido.

 

Isso é negação, e como eu ouvi de mais de um estudante da Diablo Valley School, só existe uma resposta: “O Nilo é um rio no Egito.”1

 

2. Raiva

 

“Isso não é justo.” “Por que eu tenho que frequentar uma escola compulsória enquanto os estudantes Sudbury podem ir a uma escola sem provas ou dever de casa, onde não têm que ficar sentados o dia todo? Por que meus filhos têm que fazer dever de casa?”

Logo, isso se transforma em despeito: “Isso nem é uma escola de verdade; você nunca vai conseguir um emprego.”

A raiva também é visível entre amigos e familiares. Os amigos da minha filha, na nossa rua, não conseguiram processar o fato de ela não ter que fazer dever de casa e de amar a escola, em comparação com as experiências deles. E rapidamente se afastaram.

Os estudantes da DVS amadurecem mais rápido que as outras crianças que são obrigadas a obedecer.

No fim das contas, quem não tem liberdade se ressente daqueles que têm. Às vezes, pais e mães nesse estágio projetam sua raiva em seus filhos: “Eu sei o que é melhor para o meu filho” e “Olhe pra mim, eu me saí bem.” Eu certamente esperava que minha filha se saísse muito melhor que apenas “bem” quando a enviei para a DVS.

Para esses pais e mães só tenho uma coisa a dizer:

“Seu filho consentiu em ser forçado a fazer dever de casa, a ficar sentado cinco horas por dia e a fazer provas padronizadas?”

 

3. Negociação

 

Um amigo meu, cuja filha frequenta uma escola particular tradicional, uma vez me disse: “Sua filha deve ser realmente muito responsável para administrar seu próprio tempo. Minha filha nunca conseguiria fazer isso.” Eu pensei: “Quando foi que você parou de acreditar em sua própria filha?”

Neste estágio, mães e pais novatos começam a negociar com seus filhos: “Vamos deixar você ir para a Diablo Valley School se você prometer administrar seu tempo com responsabilidade. Esperamos que você escolha estudar matemática por conta própria, mesmo que as outras crianças brinquem o dia todo.” Membros da família começam a se intrometer, se oferecendo para pagar por atividades extraclasse.

Neste estágio, os pais e as mães da escola começam a se oferecer para “ajudar” dando aulas sobre seus assuntos preferidos, quaisquer que sejam eles.

A resposta é sempre: “Obrigado, mas não. Não seríamos uma escola autodirigida se tentássemos influenciar os estudantes.”

 

4. Depressão

 

Começa com o tédio. “Estou entediado. Estou aqui há quatro meses e agora estou entediado.” Então a depressão se instala. “Sem um adulto para me dizer o que fazer, nunca serei bem-sucedido. Vou morar com os meus pais pro resto da vida. Aquele parente estava certo quando falou que eu nunca irei pra faculdade.”

Para pais e mães, este sentimento começa a invadir também: “O que foi que eu fiz? Eu roubei o futuro do meu filho?”

Durante essa fase, escolas Sudbury perdem estudantes.

A resposta é: “A hora mais escura é a que vem antes do nascer do sol.”

 

5. Aceitação

 

Você abraçou completamente a vida na Sudbury.

Como pai e mãe, você percebe que, se sua criança é

  • competente o suficiente para decidir quando comer,

  • competente o suficiente para mediar conflitos entre colegas,

  • competente o suficiente para escolher os membros da equipe e

  • competente o suficiente para tomar grandes decisões,

então ela também é

  • competente o suficiente para decidir o que comer

  • competente o suficiente para decidir o que vestir para ir à escola

  • competente o suficiente para decidir quando ir para a cama

  • competente o suficiente para sair da Escola durante o horário de funcionamento.

Neste ponto, uma calma serena se apodera de pais e mães. Você sabe que tudo vai dar certo. Você sabe que seu filho vai ficar melhor do que apenas “bem”, que na verdade seu filho ficará ótimo.

 

Não vai haver zoação sem limites na faculdade; esse comportamento infantil vai ter sido exercitado na infância, que é o seu lugar. Não vai haver caríssimos empréstimos estudantis de uma educação superior feita pela metade.

Os estudantes da Diablo Valley School irão se formar pessoas inteiras que sabem o que querem e como alcançar seus objetivos. São estudantes que seguem seu coração sem medo de onde isso pode levá-los. Como pais e mães, aceitamos o fato de que nossas crianças, como nós adultos, estão no comando de suas próprias vidas.

E é então que a mágica acontece: nós pais e mães aceitamos que os estudantes são seres humanos completos com necessidades e desejos próprios, e competentes o bastante para agir de acordo com esses desejos e necessidades. Então nós pais e mães paramos de projetar nossas próprias ambições nos outros e melhoramos nossa capacidade de ver as pessoas pelo que elas são, não pelo que queremos que elas sejam.

Isso quer dizer que nos tornamos mães e pais melhores, e nos tornamos melhores esposas e maridos também. Para aqueles que ainda estão entre os estágios 1 e 4, eu tenho isto a dizer: Junte-se a nós no estágio 5. A diversão está aqui.

 

NOTA

 

1 - Trocadilho impossível de traduzir para o português. A frase original é “De’Nile is a river in Egypt.” “De’Nile” (que faz referência ao rio Nilo) soa como “denial” (negação, em inglês).

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