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Reflexões sobre meu tempo na Casa da Árvore

August 3, 2017

 

Helen Tornquist

Disponível em: https://helenmotodiaries.blog/2017/06/14/reflection-of-my-time-at-a-casa-da-arvore/

Traduzido por Luís Gustavo Guadalupe Silveira

 

Quando eu estava terminando de elaborar meus planos para o Brasil, eu recebi um monte de olhares tortos das pessoas quando dizia que iria visitar a Casa da Árvore em Uberlândia (um nome estranho para uma cidade). Com base na minha descrição simplificada, parecia que eu estava indo para um tipo de lugar em que Peter Pan poderia ser encontrado dando um rolê. Agora, minha estada em Uberlândia acabou, e ainda que eu não possa afirmar que a cidade tenha qualquer semelhança física com a Terra do Nunca, acredito que ela tenha tido o mesmo efeito em mim que uma viagem à Terra do Nunca teria. Com isso quero dizer que aquele foi o lugar onde encontrei meu “clã”, meus “Garotos Perdidos”, o pequeno (e provavelmente o único) núcleo de defensores da Educação Sudbury neste vasto continente. Durante todo meu tempo na estrada, encontrei um monte de gente e tive a oportunidade de buscar vários de meus interesses. Mas não importava onde estivesse, sempre sentia que havia alguma coisa faltando na minha vida. Agora, depois de ter passado um mês na Casa da Árvore, acredito que essa coisa que faltava era fazer parte de uma comunidade Sudbury.

 

 

No passado, muitas pessoas tentaram descrever a sensação muito particular que sentiram ao entrar em uma escola Sudbury. É uma sensação de aceitação, compreensão e respeito recíprocos da diversidade presente nas pessoas. É um dos únicos lugares em que estive onde as crianças são tratadas como seres humanos completos que têm tanto a contribuir para o mundo quanto os adultos. Desde o primeiro momento em que entrei na Casa da Árvore, senti tudo isso à minha volta. Ainda que eu nunca tivesse estado ali antes, me senti como se tivesse voltado para casa depois de uma longa e cansativa viagem. Foi ótimo estar de volta a um lugar com pessoas que não veem diferença entre escola e vida, viver e aprender. E ainda que eu estivesse teoricamente em uma escola, ninguém me pediu para dar aulas de inglês enquanto estive ali. No entanto, havia uma palavra que me pediram para traduzir diversas vezes e esta palavra era “brincar”. “Como se diz: ‘Você quer brincar comigo?’ em inglês?”, um grupo de crianças mais novas me perguntaram em meu primeiro dia. Mais tarde, ouvi a mesma pergunta, mas dessa vez de um grupo de adolescentes. E fiquei feliz em ensinar essa frase TÃO importante! :)

 

 

 

14h na Casa da Árvore

 

 

 14h30 na Casa da Árvore

 

 

 15h na Casa da Árvore

 

Embora eu tenha participado da Comissão de Justiça e da Assembleia Semanal, tenha ajudado um pouco com a limpeza e tenha tido ótimas conversas com os membros da equipe sobre como administrar uma escola Sudbury, não fui capaz de fazer várias das coisas que fazem parte normalmente das tarefas da equipe. Como resultado, tive mais tempo para ficar com os estudantes ou simplesmente observá-los. Embora a Casa da Árvore tenha bem menos estudantes que a Tallgrass, havia a mesma sensação de atividade, todos trabalhando ou intensamente fazendo alguma coisa. Havia um grupo de meninas mais novas que me lembrava muito um grupo de estudantes da Tallgrass. Elas gostavam de passar o tempo planejando shows elaborados de ginástica e dança, pintando as unhas umas das outras ou se balançando nas cordas do pátio. Às vezes, elas entravam em discussões ou desentendimentos, mas elas eram muito boas em resolver os conflitos sem ter que escrever uma reclamação ou envolver um membro de equipe.

 

 

 

 

 

 

Um garoto de dez anos praticamente dividia seu tempo na escola entre ler e estudar videogames. Quando estava fazendo qualquer uma das duas atividades, o fazia tão intensamente que não parava para conversar, para comer ou fazer suas tarefas (se necessário, ele as realizava enquanto lia ou jogava videogame). Uma vez eu o vi lavando uma vasilha com uma mão, enquanto segurava e lia um livro com a outra. E quando não estava lendo, estava estudando videogames. Eu digo “estudando” porque essa é mesmo a melhor palavra para descrever o que ele estava fazendo. Ele estudava 2 ou 3 jogos de cada vez, assistia tutoriais sobre eles, memorizava os movimentos de cada personagem, procurava o significado de quaisquer palavras em inglês que precisasse saber (que eram muitas) e jogava até dominar cada jogo, personagem e fase. Joguei com ele algumas vezes somente no meu primeiro dia, mas rapidamente parei porque eu só perdia e não tinha a paciência de continuar tentando. Este estudante também frequenta um curso de programação aos finais de semana numa “escola geek” local, na qual superou rapidamente outras crianças de sua idade em habilidades computacionais e agora tem aulas numa turma composta quase só de adolescentes, com os quais ele não tem nenhum problema pois, bem, ele frequenta uma escola Sudbury em que pessoas de 4 a 19 anos convivem o dia todo, todos os dias!

 

 

 

Os adolescentes passam muito tempo conversando uns com os outros e com a equipe, intercalando as conversas com brincadeiras com os estudantes mais novos. Eles ajudam bastante a manter a escola funcionando adequadamente com suas participações na Comissão de Justiça e na Assembleia Semanal e por lembrarem os mais novos das regras. Alguns dos adolescentes falaram de maneira apaixonada sobre a escola numa Casa Aberta certa vez. Disseram que aprenderam mais na Casa da Árvore do que em qualquer outra escola que frequentaram e que usam as coisas que aprenderam aqui (iniciativa, criatividade, habilidades sociais e de resolução de problemas) em seu dia a dia fora da escola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu me sinto muito honrada por ter passado um mês na Casa da Árvore e por ter encontrado tantas pessoas maravilhosas! Espero poder ver algumas delas numa próxima conferência Sudbury!

 

 

 

Um desenho que eu fiz um dia na escola!

 

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