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Conversando sobre as Escolas Sudbury

September 27, 2016

Conversando sobre escolas Sudbury

 

Jeffery A. Collins, Hudson Valley Sudbury School

Disponível em: http://sudburyschool.com/content/sudbury-conversation

Tradução de Luís Gustavo Guadalupe Silveira, membro da equipe da Casa da Árvore


 

Eu estava conversando com o pai de um estudante matriculado recentemente em nossa escola. Durante a conversa, ele me falou como estava sendo contar para os amigos sobre a escola do filho. Ele disse que a conversa era basicamente assim:

 

Amigo: “Então, como está seu filho?”

Pai: “Muito bem!”

Amigo: “Ele está indo em qual escola?”

Pai: “Ele acabou de entrar em uma escola de Sudbury.”

Amigo: “Aaahhhhhh….”

 

Junto com esse som vem um olhar meio perplexo. Mesmo sem dizer nada, o som e a expressão são cheias de significado: reflexão, preocupação, incredulidade e uma grande dose de “eu não faço ideia do que dizer sobre isso.”

 

Certamente, o amigo não estava esperando que a resposta à sua pergunta sobre a escola fosse ser “Sudbury”. Ele provavelmente tinha uma resposta padrão já engatilhada. Algo como “Isso é ótimo” ou outro tipo de comentário feito para mudar o assunto da conversa. Agora, entretanto, ele está preso ao assunto. Agora, ele vai ter que encarar uma conversa de verdade sobre escolas e talvez, pior ainda, sobre educação em geral.

 

A realidade é que a maioria das pessoas em nossa comunidade que ouviram falar de nossa escola ou da Sudbury em geral não sabem muita coisa sobre nós ou o que fazemos. A Hudson Valley Sudbury School opera sob um paradigma completamente diferente das outras escolas, então demora um pouco para se ter uma boa compreensão sobre nós. Quando pressionadas sobre o que realmente sabem sobre escolas Sudbury, a maioria das pessoas admitem que só sabem “o que ouviram falar.” Nesse momento, pode começar uma conversa para valer. É nessas conversas que a verdade sobre a nossa escola se espalha e sua reputação é construída. Provavelmente, pela primeira vez, aquele amigo está diante de alguém que sabe do que está falando. Não é só isso: as pessoas estão obtendo informações de alguém que elas conhecem, logo, de alguém cuja opinião é importante.

 

Agora, diante de uma situação em que têm que defender sua escolha de escola dos filhos, o que os pais e mães dizem? Eles talvez disponham somente de 3 ou 4 frases para construir um argumento. Nos negócios, isso é conhecido como “Elevator Pitch” [“conversa de elevador, em tradução livre. N.T.”]. Para pais novatos, esse pode ser um momento de incerteza e hesitação. Eu gostaria de sugerir algumas respostas possíveis quando isso acontece. Talvez minha resposta favorita seja aquela que começa com: “Sim, eu ouvi um monte de boatos sobre essa escola também; daí decidi descobrir por mim mesmo.  Eu descobri que…” Esse começo reconhece a existência de boatos e insinua que a melhor abordagem para esclarecê-los é pesquisar os fatos. A partir daí, você pode dar continuidade falando do aspecto da escola que é mais importante para você.  Alguns exemplos:

  • “… a escola enfatiza as habilidades que realmente importam, como confiança, responsabilidade pessoal e persistência em vez da simples habilidade de repetir respostas.”

  • “… a escola realmente valoriza o viver em comunidade e as crianças fazem parte da construção dessa comunidade.”

  • “… não se exige que os estudantes sigam o Currículo Nacional Comum.  Em vez disso, os estudantes se concentram no que é importante para eles e realmente passam o tempo buscando suas paixões.”

  • “… estudos mostram que mais de 90% dos estudantes formados em escolas Sudbury que desejam ir para uma faculdade são aceitos na sua primeira opção.”

Neste momento, o cético desinformado leva uma ligeira sacudida. Ele vê que há mais sobre a escola do que havia ouvido antes e que pessoas razoáveis consideram-na uma opção e decidem que é a melhor escola para seus filhos. São essas conversas que mudam mentes e percepções e eu acredito que elas estão começando a mudar as ideias sobre nossa escola na comunidade: de um lugar em que “vale tudo” para a escola da “liberdade com responsabilidade”.

 

É preciso ter coragem e confiança para enfrentar dúvidas explícitas ou veladas acerca da escolha da escola de seus filhos. É preciso pensar de forma independente e possuir determinação para fazer o que acreditam ser o melhor apesar das críticas e da ignorância que podem enfrentar cotidianamente. Eu gostaria de reconhecer nossos pais e mães por sua força e coragem e agradecê-los por terem a “conversa sobre as escolas Sudbury” com seus amigos e parentes.

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