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Quando eles vão ler?

April 5, 2015

 Imagem: arquivo Sudbury Valley School

 

Quando eles vão ler?

 

HARNISH, Jennifer. When Will They Read? In: The Sudbury Valley School Journal, Framingham, v. 44, n. 2, p. 51-52, dez./mar. 2015.

 

Tradução de Luís Gustavo Guadalupe Silveira

 

Ler pelo prazer e pelo conhecimento sempre foi uma parte importante de minha vida. Logo, quando meus três filhos começaram bem pequenos na Sudbury Valley School eu não conseguia deixar de imaginar como eles iriam aprender a ler sem ter as instruções diretas que eu tive na infância.

Agora que os três já passaram dos dez anos e leem o que lhes interessa, eu tenho refletido sobre os diferentes percursos de suas jornadas rumo à leitura.

 

Meu mais velho começou a ler do nada, antes mesmo de entrar na SVS. Sem nenhuma instrução direta, apenas olhando os livros espalhados pela casa, que de vez em quando eram lidos, e alguma frustração aqui e ali quando ele não entendia as palavras que apareciam em seus videogames preferidos. Um dia, ele pegou um livro e simplesmente começou a ler as palavras com pouca hesitação. Agora, após oito anos em sua jornada na SVS, ele pode ser visto com livros de ficção científica de mil páginas, deitado pela casa ou escapando das maluquices da família lendo um livro e vendo um programa de TV ao mesmo tempo. Ou então usando um livro já lido e relido, caindo aos pedaços, como combustível para uma fogueira de acampamento.

 

Minha filha do meio começou na SVS com cinco anos, sem apresentar nenhum sinal de que iria ler. Aos dez, ela pode ser vista se escondendo sob seu cobertor com uma luz de leitura se divertindo com livros roubados da prateleira dos seus irmãos ou emprestados de amigos da SVS. Muito de sua leitura também acontece em jogos de computador, receitas, placas de carro, cupons e listas de games da loja de aplicativos.

 

Bem parecida com sua irmã gêmea, minha outra filha também não leu logo de início. Sua leitura também se desenvolveu ao longo do tempo, mas não de forma tão evidente quanto seus irmãos. Assim como ela preferia sentar e se divertir vendo sua irmã aprendendo a andar, quando ainda eram bebês, nos últimos dois anos ela ficou bem somente observando como seus irmãos descobrem as palavras e satisfazendo sua própria curiosidade perguntando para alguém o que é esta ou aquela palavra. Admito que tenho que lutar contra minhas tendências de usar esses momentos como “momentos de instrução” e ensiná-la métodos para descobrir que palavra é. Em vez disso, eu tento apenas responder suas perguntas e confiar que a leitura virá em seu próprio tempo. Ela tem se sentido frustrada por estar numa fase diferente na leitura em relação a sua irmã ou seus amigos, o que mexe com minhas inseguranças sobre as escolhas educacionais que fizemos. Mas daí parece que essa frustração pode estar sendo uma força motivadora para o desenvolvimento de suas habilidades de leitura, que agora permitem que ela leia os livros que chamam sua atenção, os quadrinhos e os passatempos do jornal local, os nomes das músicas que ela quer pegar da minha coleção do iTunes e, mais importante de tudo, os cartazes colados na escola que anunciam eventos especiais nos quais ela pode se inscrever.

 

A melhor parte de saber que eles agora podem ler? O fato de que eles não podem mais usar a desculpa do “mas eu não consigo ler” para se livrar das tarefas que eu digito e colo no micro-ondas quase todo dia!

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