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Homens trabalhando

December 3, 2014

Daniel Greenberg, Sudbury Valley School Blog

Tradução por Luís Gustavo Guadalupe Silveira

 

            Recentemente, Mimsy tirou esta foto na escola:

 

 

            Ela deu à foto o título de “Homens trabalhando.” À primeira vista, o nome parece uma brincadeira, embora a foto em si seja uma joia rara.

            Não conseguia parar de pensar: há no título algo mais que uma brincadeira? E isso me fez refletir sobre o significado da palavra “trabalho.” O dicionário a define como uma “atividade produtiva.” Mas, quanto mais eu pensava nisso, mais claro se tornava pra mim que, como acontece a várias outras palavras, seu significado sofreu grandes transformações ao longo do tempo.

            Por milhares de anos, as pessoas consideraram todas as suas atividades como produtivas. Tudo que faziam era visto como contribuição para sua sobrevivência. Assim que uma criança se tornava grande o suficiente para colaborar com algo benéfico para a comunidade, ela era chamada a ajudar. Não havia discriminação de gênero ou idade. Havia também pouca coerção. Assumia-se que as crianças queriam crescer e se tornar adultos para contribuir no sustento da comunidade, e portanto iriam aproveitar todas as oportunidades para fazer isso. Geralmente, esperava-se que pessoas de todas as idades iriam fazer sua parte para seu próprio bem e para o bem da sua comunidade. Atividades espontâneas não eram consideradas menos produtivas que as outras, desde que contribuíssem para o bem-estar geral dos indivíduos interessados, e assim para a comunidade com um todo.

            A Revolução Industrial mudou isso. As máquinas dominaram a cena, e o que elas faziam se tornou a principal atividade produtiva das sociedades industrializadas. Trabalho passou a significar qualquer coisa que contribuísse diretamente para a produção industrial e isso, por sua vez, era altamente padronizado, avesso a variações e espontaneidade. “Ficar de brincadeira” era prejudicial para a melhoria das condições sociais ou individuais. “Brincar” passou a significar “fazer algo por diversão que não deve ser levado a sério.”

            Nossa Era da Informação pós-industrial libertou os seres humanos da tirania das atividades padronizadas e rotineiras, deixando-as ao cargo da nova tecnologia da informação. A diferença entre atividades produtivas e não-produtivas desapareceu. Qualquer coisa para a qual as pessoas direcionam sua atenção voluntariamente contribui para seu crescimento e aprofunda sua compreensão sobre o mundo ao seu redor. Não existe mais diferença entre “trabalho” e “brincadeira.”

            Olhe novamente para a fotografia. Você está vendo “homens trabalhando?” Eu estou.

 

Disponível em: http://blog.sudburyvalley.org/2014/08/men-at-work/

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